Professor Valdécio Fernandes e o uso do cordel na arte de promover educação

Professor Valdécio Fernandes e o uso do cordel na arte de promover educação

Na semana que se comemora o Dia do Professor, nada mais justo que homenagear, os grandes responsáveis pelo desenvolvimento e evolução da espécie humana no planeta. Em nome de todos os professores e professoras, o Prosa de Artista proseou, essa semana com o professor, poeta, escritor e articulador cultural Valdecio Fernandes Rocha, que é natural de Janduís, na região do Médio oeste do Rio Grade do Norte. Valdecio é graduado em Pedagogia e Letras-Português, pela Universidade do Estado do Rio Grade do Norte (UERN), no Campus Avançado de Patu(CAP), com Especialização em Gestão Educacional pela FIP.

O professor Valdécio Fernandes, também foi um dos principais responsáveis pelo fortalecimento dos grupos culturais em Janduís, fundador da Cia de Artes Brincantes do Sertão e foi coordenador do Projeto Recriança. É membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN-Pólo Sertão. Além de Janduís, ele também já desenvolveu importante trabalho nas cidades de Patu e Campo Grande. Entre seus trabalhos como educador está o desenvolvimento do estudo de leitura e escrita a partir da literatura de cordel.

Para conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra desse professor e mestre da cultura popular convidamos os nossos leitores para uma prosa com Valdecio Fernandes Rocha.

Por Fabiano Souza

Prosa de Artista : Nos fale sobre suas origens, sua, família, infância e os primeiros passos rumo a educação.

Valdécio Fernandes:
O meu nome é Valdécio

E do Clarão sou oriundo

Foi Honório e Severina

Que me trouxeram ao mundo

A eles eu trago sempre

Um sentimento profundo

No ano 65

Lá no sítio eu nasci

Passei toda minha infância

E muita coisa aprendi

Da vida de agricultor

Profissão que não escolhi

Eu nasci no Clarão, uma comunidade rural do município de Janduís, no ano de 1965. Parodiando o mestre Gilberto Gil, o Clarão me deu régua e compasso. Meu pai agricultor e minha mãe lavadeira de roupa. Uma família de 9 filhos, dos quais, apenas uma das irmãs chegou a concluir o ensino médio eu concluí os estudos e entrei na faculdade.

Eu morei na zona rural até a década de 1980 e na época do ensino fundamental e caminhava 4 quilômetros a pé até a cidade para estudar e em época de inverno, perdia muita aula por causa dos rios cheios.

P.A.: Como se desenvolveu sua vida no período de formação acadêmica? Enfrentou muitas dificuldades?

V.F.: Apesar das dificuldades, consegui concluir o ensino médio e, depois de três tentativas, consegui passar no vestibular em 1992 para o curso de Pedagogia. Dessa época eu destaco como principais dificuldades a falta de transporte escolar e, como eu já trabalhava na Prefeitura, então era o dia no expediente e à noite ia para a faculdade. A jornada dupla era cansativa. Para fazer as atividades acadêmicas sobrava pouco tempo, mas conseguia realizá-las.

No ano 92

Entrei em Pedagogia

Eu estudava à noite

E trabalhava de dia

Era muito cansativo

Mesmo assim eu aprendia

Nessa época eu estudei

Teoria e ação

Piaget e Paulo Freire

Na área da educação

Homens que me ajudaram

A ser outro cidadão

Depois que eu me formei

Fui trabalhar com criança

Jovens e adolescentes

Que me dão a esperança

De que com educação

Quem espera sempre alcança.

Antes de entrar para o curso de Pedagogia, como já falei antes, eu trabalhava no Projeto Recriança, um Programa do Governo Federal que foi desenvolvido aqui no município e proporcionou grandes aprendizagens na área de arte e cultura. Depois eu fui trabalhar como professor dos anos finais do ensino fundamental na Escola do Munícipio.

Em 2007 cursei especialização em Gestão Educacional pela Faculdade Integrada de Patos. Em 2012 último ano de vestibular e aí eu concorri para uma vaga no curso de Letas no Campus de Patu-RN que estava abrindo o curso naquele ano. Ao final do curso apresentei o TCC: Estratégias de leitura com o uso da literatura de cordel.

No ano 2012

Eu novamente tentei

Uma nova graduação

E na UERN ingressei

Para Letras-Português

Com o qual sempre sonhei

Na nova licenciatura

Teoria eu aprendi

De Marcuschi, Burdeau

E Ferdinando Saussure

Em Linguística aplicada

De tudo isso eu vi


Foi mais um tempo de estudos e acúmulo e novas experiencias que serviram para aprimorar o meu trabalho como professor de Língua portuguesa.

P.A.: Quando surgiu o interesse pelas artes, principalmente pela produção literária, com ênfase na poesia?

V.F.: Como já falei no início, eu nasci num sítio. Lá era comum os prados de cavalo, os desafios de cantadores e as cantoias de violas, as deixadas de santos, as debulhas de feijão na época das colheitas e a farinhada. Tudo isso faz parte dos festejos de interior e produz na gente um repertório de conhecimentos artístico-culturais.

Na segunda-feira eu vinha para a cidade com os meus pais e ficava observando o homem da cobra que vendia a banha de peixe-boi, a senhora que vendia santos e os cantadores de viola. Eu não entendia nada do que os violeiros cantavam, mas achava bonita aquela combinação de palavras que eu aprendo depois que são as rimas dos versos.

Gosto de conviver no meio artístico. E como Janduís é uma cidade de muitos artistas eu convivo direto com a música de Marcos Lima, a poesia de Cleber Torres, Jhuann, Berg Bezerra e outros poetas, passeio pelos grupos de teatro e dança em vivências, rodas de conversas ou até dando ‘pitaco’. Além disso eu gosto de ouvir uma boa música e fazer leituras que mobilizem as minhas ideias e fundamentem o meu fazer artístico e pedagógico.

P.A.: Quem foram suas inspirações?

V.F.: Com a participação no projeto Recriança eu convivi com o Cenopoeta Ray Lima, um paraibano que veio pra Janduís, inicialmente, ministrar um curso de teatro para crianças e adolescentes dentro do programa. Quando ele chegou redimensionou completamente seu projeto e começou a trabalhar o teatro com recitação de poesias nas pedras. E a partir dali nós (de Janduís) começamos nos interessar pelas diversas artes porque o Recriança trazia a capoeira, o teatro, a dança e o esporte além do apoio socioemocional e alimentar para as crianças e adolescentes da cidade.

V.F.: O Ray Lima foi e é uma grande inspiração para todos nós. Ele é um dos principais idealizadores do Movimento Escamo livre de teatro de Rua, um movimento de troca de saberes de cultura que acontece anualmente com a participação de grupos de teatro de vários estados do Brasil. Hoje nosso município conta com vários grupos culturais como o Star Dance, o Balai de artes e a Cia cultural Cirandais. Este último, liderado pelo artista Lindemberg Bezzera tem um vasto trabalho de assessoria e formação cultural em Janduís e em outras cidades do nosso estado.

No ano de 1991, num Escamo em Carnaúba dos Dantas eu participei de uma vivência sobre literatura de cordel e, a partir dali, comecei a exercitar com os alunos da escola onde eu trabalho. Com o passar dos anos fomos ganhando mais experiencias e o trabalho sendo mais bem organizado. Foi aí que recorri a Patativa do Assaré, pesquisei sobre os principais autores da literatura de cordel e tomei conhecimento de um livro de Arievaldo Viana chamado Acorda cordel na sala de aula que tem ajudado bastante nos projetos que desenvolvemos.

Poetas populares que tenho a grata satisfação de conhecer de perto e beber na fonte são Antonio Francisco, de Mossoró; João do Posto, de Caraúbas; Zé Bezerra de Assis, de Patu e Kleber Torres, da Lucrécia/Janduís.

Outro fato que preciso enfatizar aqui é a nossa participação na Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN – SPVA uma entidade que há mais de 20 anos incentiva o trabalho com a poesia popular no nosso estado. Antes atuava mais na capital e nas outras microrregiões do estado, agora está chegando no nosso sertão. Nosso Polo sertão reúne as cidades de Caraúbas, Patu, Rafael Godeiro, Janduís e Messias Targino.

P.A.: Como e quando você começou a trabalhar na educação?

V.F.: Eu iniciei na educação em 1985. Meu primeiro trabalho na educação de Janduís foi como aderecista ou decorador do ambiente alfabetizador nas salas de aula na creche municipal. Eu desenhava e organizava os cartazes e cantinhos de sala de aula na creche. Depois fiz concurso para professor e comecei a trabalhar com alunos da 5ª à 8ª série (hoje 6º ao 9ºano) como professor de Arte e Religião. Na mesma época, no contraturno, fui monitor do Projeto Recriança onde considero que foi, de fato, o início da trajetória cultural de minha vida.

Eu diria que o Recriança foi nossa formação inicial e o Movimento Escambo é a nossa formação continuada.

P.A.: Como e quando você passou a inserir as atividades sócios-culturais na ministração de suas aulas?

V.F.:O trabalho no Recriança possibilitou-nos um contato com a cultura popular e aprendizagens com a pedagogia freiriana em que utilizamos os recursos do meio disponíveis para produzir aprendizado. E quem passou pela escola do Recriança, acredito eu que aprendeu muito sobre a metodologia de inseri as atividades artístico-culturais nas atividades escolares. Na escola onde eu trabalho, nós instituímos a Semana cultural, um evento que visa apresentar o potencial artístico dos alunos, anualmente. O tempo pandêmico não tem permitido que o evento seja realizado. Assim que tudo isso passar, nós voltaremos.

P.A.: Como você dividiria suas obras? O que você já produziu até agora não apenas na poesia, mas também em termos de produção cultural?

V.F.: No tocante à escrita e produção literária eu tenho dois alguns cordéis publicados: os dois primeiros são referentes à história da cidade. O primeiro: De São Bento a Janduís e o segundo: Janduís: em cada recanto uma história que fala sobre as lendas e pontos turísticos da cidade. Já produzi outros títulos em homenagem a uma rezadeira da cidade. Este ano de 2021 escrevi Janduís: uma história muitos autores, em homenagem ao aniversario da cidade comemorado em12 de junho, e por aí vai.

Um tempo desse eu me atrevi a escrever um texto teatral intitulado a Feira do bufete, falando sobre a origem da cidade. Foi encenado uma vez pelos alunos, numa gincana da escola.

É por aí…

P.A.: O que você poderia destacar como seu principal trabalho na educação e na cultura.

V.F.:De minha parte, eu diria que sou um entusiasta da cultura popular e alguém que gosta de ver o povo da minha terra produzindo e se fazendo valer aquilo que nossos ancestrais nos ensinaram.

Quando nós realizamos, em 2019, antes da pandemia, o Projeto de leitura: Nossas lendas em cordel onde os alunos pesquisaram e transformaram as lendas folclóricas do município em folhetos de cordel, para mim foi um momento mágico.

A presença dos poetas Antonio Francisco, João do Posto e Zé bezerra de Assis ministrando oficinas de formação para os professores e recitando em praça pública junto aos alunos eu tive a certeza de que estávamos no caminho certo

Se os meus alunos levarem à frente a aprendizagem e a preservação dos costumes e saberes da nossa gente, acredito que o meu papel como educador estará se cumprindo. Para mim isso merece destaque. A educação prepara os seres para a vida e a cultura ajuda a salvar e deixar a vida mais bela.

P.A.: Você tem recebido homenagens e reconhecimento pelas suas ações nas escolas onde leciona e pelos trabalhos que desenvolve no âmbito cultural. Qual a metodologia aplicada por você para que os alunos, pais e professores elogiem tanto o seu trabalho?

V.F.: Não há nenhuma mágica, mas o educador precisa ter sempre os pés no chão. Para ensinar você precisa aprender e isso eu trago comigo desde sempre.

Nós utilizamos todos os recursos possíveis para que na sala de aula possamos produzir conhecimento de forma prazerosa.
Eu encontrei na literatura de cordel elementos que poderiam servir de apoio para a aprendizagem dos conteúdos dos componentes curriculares. A música brasileira tem muito a contribuir com isso. O seu ritmo a sua forma de composição e sua melodia.

Em se tratando de educação e cultura tenho sempre procurado unir os dois aspectos no processo de ensine e aprendizagem tendo em vista que nossos alunos são sujeitos que têm uma vida ativa na sociedade. Por isso afirmo que não há uma metodologia mágica apenas precisamos dar aos alunos a oportunidade de mostrar suas potencialidades.

P.A.: Você teve papel importante no desenvolvimento do Grupo Ciranduís, uma referência cultural do interior do RN. Qual a importância dos movimentos culturais de base no desenvolvimento das cidades, nesse caso especificamente das cidades de pequeno porte como, Janduís, Campo Grande, Patu e Messias Targino, que estão em sua área de atuação e conhecimento da realidade dessas cidades?

V.F.: Os movimentos culturais, sem dúvida, são de suma importância para o desenvolvimento de um povo. Como diz o verso de uma cantiga de Liana Duarte da Cia Bela Trupe: “Sem a cultura o povo fica pobre com a cultura o povo fica nobre”.

Durante esse período de Pandemia nós pudemos perceber o quanto a cultura enquanto fazer artístico é importante para a vida de um povo. Sem os shows, sem as peças de teatro as cidades ficaram mais tristes, além de deixar muita gente sem trabalho.

Como você cita as cidades vizinhas a Janduís, a Cia Cirandais desenvolve um trabalho nessas cidades e eles têm mais propriedade para falar sobre isso, eu posso afirmar que a cultura tem um papel fundamental no desenvolvimento dessas cidades, não só como entretenimento, mas no sentido de propor ações de cunho cultural possam ajudar na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, que aprendam sobre seus direitos e deveres, que saibam quais as políticas públicas e ações socias as quais eles têm direito. Enfim que possibilitem a ajudar a melhoria na qualidade de vida da população.

P.A.: Como você avaliar o atual momento na educação e na cultura, mesmo com o advento da pandemia, que por quase dois anos vinha impedido a realização e aulas presenciais e realização de eventos culturais?

V.F.: Apesar de ainda estarmos atravessando um momento difícil eu diria que o pior já passou. Com a chegada da vacina nós estamos um pouco mais tranquilos, mas é necessário dizer que vivemos momentos terríveis e que precisamos cuidar de nós e dos outros.

Nossos alunos estão com a aprendizagem defasada, nós professores, familiares e alunos fomos abalados psicologicamente. Travamos uma verdadeira batalha para conseguirmos realizar um trabalho com educação no ensino remoto. Alunos sem conexão e sem as tecnologias adequadas.

Novas formas de atuar com e ensino remoto, depois hibrido. Tudo novo!!

Nós estamos já na fase presencial, mas ainda nos sentimos inseguros para realizarmos o maior evento cultural da escola que é a Semana Cultural que não acontece desde 2019.

P.A.: O que os gestores públicos, nas esferas federal, estadual e municipal precisam fazer para que a educação e cultura possam realmente ocupar o espaço de destaque que precisa para mudar a nossa realidade?

V.F.:Acho que os gestores e políticos deveriam acreditar, de fato que educação e cultura não são despesas e sim investimentos e pararem de “valorizar” arte e cultura só em discursos eleitoreiros.

No dia 15 de outubro, os professores são elogiados e reconhecidos como aquele que ensinou a todos, mas no dia seguinte ninguém nem lembra mais.
Para muitos gestores, as atividades culturais são ótimas pra chamar gente pra realização de um ato político, ou apenas como um momento de divertimento. E só.

P.A.: Quais os seus projetos em andamento e o que as pessoas podem esperar em termo de novos projetos e curto e médio prazo?

V.F.: Estou com um livro quase pronto que tem título provisório de Janduís a história de um povo e pretendo lançar em breve.

Em se tratando de projeto coletivo da Escola pretendemos, em breve, revitalizar o projeto Mala de cordel nas salas de aula em que os professores utilizam a mala para leitura de cordel em sala de aula e reorganizar o Projeto da Geladeira literária durante o intervalo, disponibilizando livros da literatura infanto-juvenil e folhetos de cordel para serem lidos no recreio escolar.

P.A.:Que pergunta você gostaria que eu tivesse feito e não fiz e qual seria a resposta sobre essa pergunta? Faça suas considerações finais!

V.F.: *Qual o seu maior sonho como educador?

Ver todos os professores reconhecidos e valorizados com seu potencial profissional, com remuneração digna e formação continuada. Escolas equipadas com uma boa estrutura para podermos desenvolver nosso trabalho.

Quero aqui agradecer e colocar-me à disposição.

Espero que tenha respondido à altura, vossas perguntas e que minhas respostam sejam coerentes a ponto motivar outras pessoas a pensar em educação e cultura com o olhar de aprendiz disposto a vivenciar novas experiências e construir novas aprendizagens a cada dia.

Gratidão!!!

Homenagem aos professores

Obrigado aos meus mestres!

O meu nome é Valdécio

E do Clarão sou oriundo

Foi Honório e Severina

Que me trouxeram ao mundo

A eles eu trago sempre

Um sentimento profundo

No ano 65

Lá no sítio eu nasci

Passei toda minha infância

E muita coisa aprendi

Da vida de agricultor

Profissão que não escolhi

Trabalhar de agricultor

Descobri que não queria

Mas servir ao meu próximo

Isso eu conseguiria

E ajudar aos outros

Traz a minha alegria

Eu já sou graduado

No curso Pedagogia

Eu estudava à noite

E trabalhava de dia

Era muito cansativo

Mesmo assim eu aprendia

Nessa época eu estudei

Teoria e ação

Piaget e Paulo Freire

Na área da educação

Homens que me ajudaram

A ser outro cidadão

Depois que eu me formei

Fui trabalhar com criança

Jovens e adolescentes

Que me dão a esperança

De que com educação

Quem espera sempre alcança

Foi sendo um pedagogo

Que aprendi uma lição

Sei que não mudo o mundo

Mas ajudo a uma nação

Construindo saberes

Através da educação

Hoje é um dia especial

Que marco na biografia

Pois vou a apresentar

A minha monografia

Quero agradecer a Deus

Por mais esse grande de dia

No ano 2012

Eu novamente tentei

Uma nova graduação

E na UERN ingressei

Para Letras-Português

Com o qual sempre sonhei

Na nova licenciatura

Teoria eu aprendi

De Marcuschi, Burdeau

E Ferdinando Saussure

Em Linguística aplicada

De tudo isso eu vi

Língua e literatura

Permeiaram nosso curso

Teoria da linguagem

E análise do discurso

Com Mikhail Bakhtin

Esse pensador russo

No Literato brasileiro

Desse povo varonil

Guimarães, Jorge e Machado

Autores que valem mil

Foi essa literatura

Que Larissa conduziu

O clássico e o erudito

Neste curso estudamos

Mas foi no popular

Que nós nos ancoramos

Pra fazer esta pesquisa

Que ora apresentamos

Literatura e cordel

Foi o tema que escolhi

Pois gosto do popular

E por isso resolvi

Pesquisar o que acontece

Quando “ensino o que aprendi”

Gorete foi condutora

Do TCC que apresento

Da cultura popular

Ela tem conhecimento

E durante este trabalho

Deu-me o direcionamento.

Iuri é coadjuvante

Nesta nossa empreitada

Trouxe a contribuição

Para banca aqui formada

E validando, portanto

A pesquisa realizada

Gorete, muito obrigado

Pela orientação

Que você proporcionou

Durante a elaboração

Deste nosso TCC

E o que eu quero é agradecer

Por esta aprovação!

Valdécio Fernandes Rocha

Patu-RN, 20 de dezembro de 2016.

Apresentação do TCC de Letras.

Um comentário em “Professor Valdécio Fernandes e o uso do cordel na arte de promover educação

  1. Tive o privilégio e o prazer de ser o professor formador do Projeto Nacional Proinfantil e tendo o Valdécio Fernandes como um dos professores orientadores. Competente, sempre foi destaque e criador de experiências do grupo que orientava (professores que trabalhavam com a educação infantil e que estavam sendo capacitados com a prática diária das teorias implantadas pelo programa). Agradeço a oportunidade de ter convivido, por dois anos, com um ser humano extraordinário, que conseguiu a proeza de fazer todos os professores – que estavam sob sua responsabilidade – serem aprovados. Parabéns ao Oeste em Pauta, por mostrar a figura do professor, poeta, escritor, ativista cultural Valdécio Fernandes.

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